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A ideia de ter uma história para a posteridade, de passar uns dias longe do trânsito e das rotinas do dia a dia, fez com que esta pequena aventura fosse tomando forma.
Em primeiro lugar havia que escolher um destino que fosse digno do nome “aventura”, sem que fosse demasiadamente longínquo (porque o tempo também não era muito), ou muito exótico porque na verdade esta era a nossa primeira grande aventura.
Das diversas possibilidades que fomos identificando a Finlândia mostrou-se a mais apelativa, pois era relativamente longínqua, tem um nível de civilização invejável (caso houvesse algum imprevisto), uma densidade populacional baixa e uma mancha florestal “esmagadora” e muitos, mas muitos lagos.
Estava tomada a decisão, íamos pedalar para a Finlândia, íamos pedalar a costa ocidental da Finlândia, de Turku a Oulu. Mar, lagos, florestas intermináveis e quase ninguém com que cruzar o olhar, sempre em plena luz do dia, porque nesta altura do ano o sol quase não se põe. Este era o nosso objectivo.
Os 950km da “Coastal Route”, pareciam-nos razoáveis para fazer em 7 dias, afinal a Finlândia é praticamente plana. À medida que rumávamos a norte apercebíamo-nos que o objectivo inicial não seria atingível para os dias que dispúnhamos. Assim a nossa aventura terminou em Vaasa.
Ainda em Lisboa o primeiro passo foi contactar a embaixada da Finlândia e solicitar toda a informação possível sobre o nosso percurso. Foi aqui que tivemos a nossa primeira grande surpresa. O pessoal da embaixada não só nos facultou toda a informação que tinha disponível, como também contactou todos os postos de turismo ao longo do nosso percurso, tornando possível “inundar” a nossa caixa de correio com todos os dados sobre alojamento, moradas dos postos de turismo, autocarros, comboios. Agora já não tínhamos desculpas. Tínhamos que levar isto até ao final.
Há data em que começámos a planear a nossa aventura ainda não haviam voos directos da TAP para Helsínquia, pelo que optámos por tomar um voo directo para Estocolmo e daí apanhar o ferry para Turku.
E assim foi, no dia 5 de Junho bem cedinho, despedimo-nos das famílias, das nossas vidas de bancários e do trânsito de Lisboa e lá fomos os 3 a caminho da Suécia.
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